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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

TV PÚBLICA SÓ EXISTE SE POPULAÇÃO OPINAR SOBRE PROGRAMAÇÃO

TV pública só existe se população puder opinar sobre programação, diz ativista Danilo Macedo Repórter da Agência Brasil


Brasília - Um dos grandes desafios da TV Brasil é produzir programas de qualidade, inteligentes e que gerem reflexão. A avaliação sobre a nova TV pública, que entrou no ar ontem (2), é do jornalista Jonas Valente, integrante da organização Intervozes. Para ele, o ponto mais importante da TV pública é permitir que o cidadão participe da programação oferecida. "A TV só é pública se é feita com, para e pelo público". Valente também acredita que a programação deve disputar audiência com as emissoras comerciais. "Não queremos que a TV pública fique no gueto, algo marginal, com apenas traços de audiência", defendeu, em entrevista à Rádio Nacional.
O diretor da Associação Brasileira de Televisão Universitária, José Paschoal Neto, disse que essa é a oportunidade de se criar uma interatividade com o público. Segundo ele, o principal nível dessa interatividade acontece quando o usuário é capaz de gerar conteúdo e vê-lo publicado. "É preciso olhar a televisão como um instrumento de inclusão do indivíduo na sociedade", afirmou.
Para essa integração entre TV e usuário ser alcança, Paschoal Neto disse que não pode deixar de haver uma programação local dentro da nova emissora. "A questão da regionalização é um dos itens obrigatórios de uma TV que pretende ser uma vitrine para olhares da sociedade". Ele disse que até aqui foi um longo caminho e que, agora, a TV pública deve ser fortalecida. "Ela é um espaço importantíssimo no processo de democratização da comunicação e da informação", afirmou, também à Rádio Nacional. Os erros de percurso, segundo ele, são possíveis de ser verificados e serão corrigidos.
O canal permanente de interação e de relacionamento com o público deve ser criado pelo conselho curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Foi o que disse o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, um dos 15 representantes da sociedade civil que vão integrar o conselho. "É preciso que os conselheiros se dêem conta de que o conselho é um interlocutor, uma espécie de correia de transmissão entre o público e os profissionais que cuidam da programação da TV pública", afirmou ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Belluzzo disse que a primeira reunião do conselho ainda não foi agendada, mas espera que nela já sejam definidos os instrumentos de relacionamento com a sociedade. O importante, segundo ele, é chegar a um entendimento de que instrumentos técnicos e tecnológicos serão estabelecidos com o público, para que haja um atendimento adequado e sem interrupções.','').replace('','') -->

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