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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

REPRESENTANTES DE 22 PAÍSES PARTICIPAM DO ENCONTRO CÍVICO IBERO-AMERICANO

Representantes de 22 países participam do Encontro Cívico Ibero-Americano
Mylena Fiori Enviada especial

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/11/07/materia.2007-11-07.8172364214/view
Santiago (Chile) -


Organizações não governamentais, centrais sindicais, povos indígenas, ativistas ambientais, meios de comunicação comunitários e outros atores sociais de 22 países da América Latina e da península ibérica estão reunidos em Santiago, no Chile, para o 3° Encontro Cívico Ibero-americano. Em debate, o tema Participação, Igualdade e Coesão Social. O evento integra o calendário da 17ª Cúpula Ibero-americana de Chefes de Estado e de Governo, que acontece de amanhã (8) à sábado na capital chilena.

Entre hoje e amanhã, os cerca de 70 representantes da sociedade civil organizada ibero-americana farão um diagnóstico das conseqüências do modelo econômico neoliberal na região e elaborarão propostas para que as políticas públicas efetivamente focalizem a erradicação da pobreza e da desigualdade e a universalização dos direitos sociais.

“Viemos a eventos deste tipo para discutir como podemos alcançar a coesão social, como podemos enfrentar o tema da desigualdade. Um dos temas fundamentais é a contradição entre o crescimento econômico que a América Latina está alcançando e o aumento da pobreza, é algo que não se pode explicar”, pondera Raul Monte Domancq, da Associação de ONGs do Paraguai – Pojuaju. “Este é um dos principais temas que nós interrogamos e chegamos à conclusão que temos que tocar em outros problemas, como a reforma tributária. Um governo pobre vai ter resultados pobres”, afirma.

As ONGs brasileiras pretendem levar as discussões ainda mais adiante revela Magnólia Said, integrante da direção nacional da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), rede que conta com mais de 200 associadas. “Não adianta discutir uma coesão sem discutir o modelo de desenvolvimento, sem discutir a dívida externa de todos os países latino-americanos, sem discutir a ação das instituições financeiras multilaterais, que são as maiores responsáveis por todos os problemas de desigualdade e de pobreza. Estamos aqui no sentido de fazer esse tipo de debate”, diz Magnólia.

Os debates se darão em torno de três temas centrais: políticas públicas e proteção social; cidadania, democracia e participação; e igualdade, justiça e distribuição. As conclusões constarão em um documento que será entregue aos chefes de Estado e de Governo para consideração na elaboração da Declaração Final da 17ª Cúpula Ibero-americana.

O objetivo do Encontro Cívico é justamente levar aos líderes ibero-americanos a avaliação da sociedade civil organizada sobre os processos e políticas que afetam a erradicação da pobreza e o desenvolvimento dos direitos civis, econômicos, sociais e culturais dos cidadãos ibero-americanos. Embora a Cúpula tenha 17 anos, o espaço de diálogo de atores civis só foi instituído em 2005 durante a Cúpula de Salamanca, na Espanha.

Esta terceira edição do Encontro Cívico é organizada pela Associação Chilena de ONG (ACCION), a Central Unitária de Trabalhadores do Chile (CUT), a Associação Mundial de Rádios Comunitárias América Latina e do Caribe (AMARC ALC), a Divisão de Organizações Sociais (DOS) da Secretaria Geral de Governo, o Ministério de Relações Exteriores de Chile, a Secretaria General Ibero-americana (SEGIB), e a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais, Sede Chile (FLACSO).','').

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