TVS PÚBLICAS DE QUALIDADE - I
“Não acredito que para produzir conteúdo de qualidade você deva baixar o nível da programação. Por isso essa discussão em busca de novas linguagens e formatos”. A afirmação é do secretário executivo do Ministério da Cultura (MinC), Juca Ferreira e justifica o principal objetivo do Workshop de Programação para TV Pública, que acontece até sexta-feira, 24, no Salvador Vitória Marina, Corredor da Vitória. A série de debates é uma iniciativa conjunta do Ministério da Cultura (MinC), Secretaria de Comunicação Social e Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (Irdeb) e conta com o apoio do Grupo A TARDE. Acompanhe as conferências ao vivo pelo portal A TARDE On Line.
Segundo o secretário a intenção é fazer com que, cada vez mais, a TV pública tenha relação com o interesse público e que tenha condição de elevar a inteligência crítica do espectador.
Já o secretário do audiovisual do Minc, Orlando Senna, falou que a idéia é emancipar a TV pública em todos os sentidos: linguagem, gestão e programação. Ele também falou sobre a relevância de se exportar produtos culturais. “A TV pública faz parte de um mercado em crescimento exponencial, que é o audiovisual. O país que não exporta audiovisual será apenas um importador, não só de produtos audiovisuais, mas de tudo que aparece na tela”, disse.
A segunda-mesa redonda foi aberta com o pronunciamento do secretário de cultura da Bahia, Márcio Meirelles. O secretário comentou que a Bahia está atrasada nas discussões sobre diversidade cultural. “A Bahia está muito atrasada nesta discussão porque passamos muito tempo sob uma mesma ótica política, que gerou o atrofiamento da diversidade cultural do nosso estado”, disse
Meirelles falou sobre a fase que a TV pública atravessa. “Esse momento é o momento de reinvenção. É sempre complicado reinventar o novo, porque os modelos existentes são muito fortes”, disse. Ele comentou ainda sobre a diferença de abordagem das tevês pública e comercial. “A TV pública atende ao cidadão e a TV comercial, ao consumidor. Como se não se tratasse da mesma pessoa”. De acordo com o secretário, a construção de uma nova TV pública é um dever do governo e de toda a sociedade.
O mito da audiência foi abordado por Regina Mota, membro do Conselho de Curadores da Rede Minas de Televisão. “A concentração de audiência é nociva. É o contrário da idéia de diversidade. O fenômeno que estamos vivendo é o do emburrecimento. Quando todo mundo gosta da mesma coisa é o fim da picada”, disse. Regina defendeu os padrões das tevês privadas não devem ser seguidos para a construção da TV pública e que falta programação que provoque a reflexão do espectador.
Na seqüência, o diretor do departamento regional do SESC –SP falou sobre a necessidade de novos princípios programáticos. “Com a guerra pela audiência não há preocupação de provocar inteligência, não sobra espaço para a diversidade. O que parece ser fundamental é que se forneça programas que atendam ao público como um todo, seguindo princípios como imparcialidade e qualidade”, destacou.
Também participaram das discussões o assessor da secretaria de comunicação da presidência da república Arnaldo César; o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia, Ildes Ferreira e o presidente da Fundação Pedro Calmon, Ubiratan Castro.
Outros dois painéis integram a programação desta quarta-feira. Das 13h30 ás 15h30 será discutido o tema “O lugar do Estado no espaço público de comunicação”. Depois, o debate sobre “O jornalismo da TV pública”, que acontece das 16h às 19h, encerra as atividades do primeiro dia do evento.
PÁGINAS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
ENTIDADES QUE LUTAM PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO NO BRASIL
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário