Quinta-Feira, 30 de Agosto de 2007
Fenômeno afeta comunicação entre pilotos e controle de vôo no Estado
Camilla Rigi e Rodrigo Brancatelli
O número de interferências provocadas por rádios no contato entre pilotos e controladores de vôo no Estado cresceu 278% entre março (65 ocorrências) e junho (246 casos), segundo o Serviço Regional de Proteção ao Vôo. Este mês, até o dia 22, foram 110. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) calcula que 90% das rádios clandestinas que interferem nas comunicações aeronáuticas são reincidentes. A maioria delas opera em potências e freqüências impróprias para rádios comunitárias.
Mas, ao contrário do que se imagina, os problemas de interferência não se restringem às piratas e comunitárias. As 648 rádios comerciais da capital - e outras centenas de outros municípios da Grande São Paulo - costumam causar dores de cabeça para o controle de vôo.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a capital tem cerca de 2 mil emissoras irregulares. Mas muitas rádios legalizadas e homologadas operam com potência muito superior à permitida - poluindo ainda mais o já abarrotado dial paulistano.''
''Essa situação começou há muito tempo, quando as emissoras aumentaram a potência para serem ouvidas por mais pessoas'''', diz Gunnar Bedicks, professor do Laboratório de Rádio e TV Digital da Universidade Mackenzie, considerado um dos maiores especialistas do setor. ''''Como a Anatel não consegue fiscalizar, virou uma bagunça, ninguém respeita a lei.''
''Quando a agência autoriza o funcionamento de uma emissora, ela determina a potência máxima que poderá ser utilizada. ''''A história começa quando a Anatel fixa em 10 watts de potência, por exemplo, e a rádio quer ser esperta e coloca 1 mil watts'''', conta. ''''Como ninguém checa as transmissões, uma rádio se sobrepõe à outra
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
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