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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

CONTEÚDO DAS TVS PÚBLICAS


O secretário de audiovisual do Ministério da Cultura, Orlando Senna, definiu de forma rápida e com poucas palavras o que vê como um dos objetivos do Workshop de Programação para TV Pública: “Discutir caminhos que levem à emancipação do conteúdo das TVs públicas, de modo que estas fiquem eqüidistantes – tanto do poder público, quanto do poder econômico, representado em grande parte pelas TVs comerciais”.

Orlando Senna participou de uma das rodadas de palestras na manhã de ontem, durante o painel de abertura do workshop A Comunicação Pública e a Diversidade Cultural, ao lado de nomes como Juca Ferreira (secretário-executivo do MinC), Márcio Meirelles (secretário estadual de Cultura), Ubiratan Castro (presidente da Fundação Pedro Calmon), Danilo Miranda (diretor do departamento regional do Sesc-SP) e Regina Mota (membro do Conselho de Curadores da Rede Minas de Televisão).

Além do governador Jaques Wagner, que também prestigiou o workshop, outros figurões do jornalismo, cinema e política cultural também participam do evento, como Franklin Martins (ministro da Comunicação Social), Paulo Henrique Amorim (TV Record), Ivana Bentes (diretora da Escola de Comunicação da UFRJ), José Arbex (editor especial da revista Caros Amigos), Eryk Rocha (cineasta e documentarista), Nélson Hoineff (presidente do Instituto de Estudos de Televisão – IETV) e Jorge Furtado (cineasta), entre muitos outros convidados, em um evento de importância nacional.

Palestrantes – Apesar da grande quantidade de diferentes palestrantes na manhã de ontem, uma sensação de dejà vu acabava por se impor aos ouvintes, já que, mesmo com outras palavras, eles acabavam por bater no mesmo ponto: a TV pública precisa ser um instrumento de desenvolvimento efetivo, a serviço do povo brasileiro. Contudo, a partir desse ponto de convergência, os discursos se diversificam. O secretário Márcio Meirelles chamou a atenção para as diferentes formas com que as TVs públicas e comerciais tratam o espectador. “A TV pública atende o cidadão, e a TV comercial, o consumo

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