PÁGINAS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
CONTEÚDO DA TV
O secretário Márcio Meirelles chamou a atenção para as diferentes formas com que as TVs públicas e comerciais tratam o espectador. “A TV pública atende o cidadão, e a TV comercial, o consumidor, como se não se tratasse da mesma pessoa”, disse.
Juca Ferreira trouxe para a mesa a necessidade de uma TV que tenha relação com o interesse público, que tenha condição de elevar a inteligência e a capacidade crítica da população. “Não estamos aqui falando só de TV, mas de uma rede, um sistema cooperado o mais horizontal possível, que produza diversidade de vozes e discussões de temas, como as questões da mulher, do negro, do índio, do aborto”, continuou.
Ele destacou que a TV tem um papel fundamental na difusão da educação e citou como exemplo uma notícia segundo a qual o Nordeste tem o maior índice de câncer peniano do Brasil. “Qual é a causa disso? Falta de higiene básica. É em casos como esse que a TV precisa atuar. Eu acho que estamos construindo o grande instrumento de desenvolvimento do Brasil, que é a TV pública”, pontuou.
Audiovisual – O secretário Orlando Senna destacou, em entrevista a A TARDE, que todos os países da América Latina estão se organizando no sentido da produção e exportação de produtos de audiovisual. “Não estamos tratando apenas de entretenimento, mas da maior economia do século 21. Nesse novo cenário que se forma, o País que não for produtor e exportador de audiovisual será meramente um importador”, afirmou.
“A TV pública que queremos só terá razão de ser se puder ser popular e alcançar um contingente de espectadores que a justifique. Mas o nosso caminho não é o da TV hipnótica, que só hipnótica, que só promove o monólogo. Queremos um diálogo constante”, afirmou.
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